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Dicas

Entendendo a obesidade da adolescência

Adolescência é um período de riscos, oportunidades e investimentos!

Dentre os riscos maiores está a obesidade que acomete segundo algumas estatísticas, até 50% dos adolescentes.

Destes cerca de 80% apresentam possibilidade de se tornarem adultos obesos, que por sua vez costumam ter um sobrepeso maior do que aqueles que adquiriram a obesidade na fase adulta.

Trata-se de uma doença crônica, multifatorial, com importantes fatores genéticos associados, que evolui em surtos e remissões.

Durante a adolescência, que o indivíduo determina o número de células gordas do seu corpo. Se forem muitas, ele quando adulto poderá ficar magro, mas sempre “será gordo”, porque as células adiposas (“células gordas”) podem diminuir de tamanho, mas não de quantidade.

A adolescência é a fase das grandes mudanças, que culminam com a definição da personalidade do adulto. Essas transformações são realmente radicais: ora se come muito, ora não se come nada, ora se está muito gordo, ora se fica rapidamente magro. Todas essas mudanças se dão em uma velocidade extraordinária, porque seu metabolismo celular está em definição, em um crescimento e desenvolvimento contínuo.

Os jovens acumulam toneladas de energia. Essa energia precisa ser bem elaborada, liberada através dos seus corpos. Fazendo atividades físicas regulares, namorando, se divertindo, caso contrário, ela fica contida, represada, compensada pela boca, os levando a ficar em casa deprimidos, comendo pipoca e vendo televisão, elegendo a cozinha como principal cômodo da casa e a geladeira seu eletrodoméstico número um.

É preciso explorar toda essa disposição e energia os estimulando a administrá-las positivamente através de exercícios físicos regulares e de uma alimentação equilibrada, agradável, saborosa, que seja nutritiva e capaz de suprir toda essa demanda necessária ao seu pleno desenvolvimento.

Nada de repressão e cobrança!

“Não existem filhos problema, existem pais problema”, dizia Piaget.

Não é o adolescente que faz as compras da casa, que leva doces, refrigerantes, balas, etc.

Em vez do “não come isso!”, “não faz aquilo!”, de 1000 palavras que não compensam uma ação deve se dar carinho, compreensão, exemplo e muito estímulo.

Dessa forma se consegue que sejam os homens do amanhã, que eles querem ser e não os filhos, que os pais querem que eles sejam.

Ninguém mais do que eles tem interesse em não ser gordo!

Se muitas vezes não conseguem é porque não podem! Seus organismos não deixam. Não é magro quem quer, mas quem pode! Quem tem competência metabólica para isso. Certos jovens comem muito menos que outros e engordam muitas vezes mais, porque são predispostos geneticamente para serem obesos.

Esses necessitam de ajuda e acompanhamento médico constante, onde certamente conseguirão uma solução, que muitas vezes parece complexa e distante, mas em mãos de um profissional capacitado e competente chegam ao caminho certo de uma maneira rápida, e ganhando mais saúde.

Reagir a isso, entender a obesidade como uma doença sistêmica metabólica de caráter genético, que tem tratamentos modernos através de dietas, que auxiliam esse metabolismo, de atividades físicas proveitosas, que tirem a sua atenção da comida, que desenvolvam uma massa muscular competente e de um apoio psicológico, que consiga mostrar que o jovem é capaz de reverter toda sua problemática, é o caminho para controlar essa patologia grave que se chama OBESIDADE. Se permitindo e dando oportunidade não só de conquistar mais anos em sua vida, mas principalmente, mais vida em seus anos!

Dr. Alberto Serfaty

DR. ALBERTO R. SERFATY

CRM 52 – 25 810-4
Clinica Médica – Nutrologia – Endocrinologia
Diretor Médico da Serfaty Clínicas Integrada